quarta-feira, 23 de maio de 2018






Até onde você seria capaz de ir para alcançar a perfeição?

Dificilmente alguém conseguirá fazer uma crítica minimamente justa e à altura do filme Whiplash. Não obstante, qualquer tentativa é válida. Para começo de conversa, o trabalho dos atores principais é surpreendente (no tocante à atuação), e só por isto já vale a pena ver o filme. Para quem trabalha com música, seja compondo, ou tocando em conjuntos/bandas, é uma excelente pedida, pois, além de outros atributos, a trilha sonora é bem cativante, principalmente para os fãs de jazz. <3
A narrativa toda me fez refletir bastante, ainda mais trazendo-a para o contexto atual que nossa sociedade vive, permeada de patologias psicológicas, muitas delas decorrentes de crises de ansiedades. O filme aborda a busca pela perfeição e isto, nos dias atuais, é um ponto polêmico. Quantos de nós já tiveram uma crise, por se depararem diante de uma situação que viram que não dariam conta, não conseguiriam atingir os objetivos estabelecidos? Quantos de nós desenvolveram fobias e medos, ocasionados pelo estresse do dia a dia? Ou pelo medo de rejeição? E o medo de fracassar? E a falta de estrutura psicológica para lidar com as decepções, as falhas ou as más escolhas? Estamos sempre em busca de algo, mas recorrentemente, este algo não nos satisfaz, o que torna esta busca ininterrupta, sempre incompleta. Sempre nos falta algo. Nada nos sobra. É nesta linha de raciocínio que vejo muitos adoecimentos surgirem. A sociedade precisa falar sobre isso. E o filme quer propor este debate. Debate super válido, por sinal.

Prêmios: Oscar e Globo de Ouro de Melhor Ator Coadjuvante (o professor Flechter); Oscar de Melhor Mixagem de Som; Oscar de Melhor Montagem. Além de outros 8 (oito) prêmios! Vale muito a pena!

 

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